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Durante muito tempo vimos que a espiritualidade verdadeira e plena fugiu deste assunto. Penso que por temer a imoralidade, a promiscuidade, o pecado, ao comentá-lo, discuti-lo e explorá-lo de forma objetiva, clara e transparente. Isto desencadeou confusão, ignorância, distorção e uma busca de parâmetros baseados nos princípios bíblicos que viessem a ser o norte necessário. Me questiono quanto aos resultados alcançados.
Em minha prática clínica observo que os casais pouco falam, pouco sabem, e conseqüentemente pouco experimentam de uma intimidade e liberdade verdadeira. Por conta disto, quantas fantasias, quanta frustração e infelicidade conjugal.
Os jovens mais reprimidos do que livres para optarem, são presa fácil das suas sensações físicas, resultado de uma sexualidade normal e não pecaminosa. Por não encontrarem espaço em casa e muito menos com suas lideranças eclesiásticas, que também não sabem lidar com sua sexualidade, jovens que desejam viver em santidade, mas que ao contrário deste desejo, têm vivido com naturalidade em duplicidade de atitudes, onde a sexualidade e sua prática fora dos projetos e sonhos de Deus não são incluídos em sua vivência de fé, é uma coisa a parte.
Por isto faz-se necessário parar, respirar fundo e tomar coragem para tratar deste assunto tão sublime e santo, mas também tão ignorado, negado, distorcido e reprimido. Para que as pessoas possam viver sua sexualidade com a beleza e santidade com que foi gerada no coração do Criador.
A sexualidade plena nos fala de afetividade, seu propósito é expressar amor. A sexualidade concretiza no físico o que já aconteceu na alma e no espírito.
Pensar e viver a sexualidade onde pessoas são usadas como objeto e em seguida descartadas gera insegurança e muitas frustrações. Pois a sexualidade precisa ter como base o amor, o companheirismo, o afeto, o amor-próprio e tudo isto transcende ao que é fisiológico.
Somente com a presença de amizade, cumplicidade, intimidade, afetividade, e companheirismo num nível mais profundo é que a relação encontra seu significado real e a sua certa sobrevivência.
Quando vivemos a sexualidade buscando o prazer egoísta, estamos descartando, pervertendo, e mudando o sentido pelo qual foi criado por Deus. Praticaremos o genitalismo e não a plenitude de nossa genitalidade.
O que não podemos é permitir que os costumes e nossas mentes continuem sendo corrompidos, pervertidos o desejo e a expressão de nossa sexualidade. Nela o amor eros (sexualidade), o amor ágape (afetividade) , e o amor phileo (companheirismo) se encontram, de forma surpreendente, sobrenatural e maravilhosa.
Como família, igreja e liderança necessitamos conhecer e tratar com tranqüilidade e naturalidade temas como este, devemos falar, informar, orientar, ensinar, e sempre que necessário tratar.
Nossa negação, omissão e repressão tem trazido para o povo (crianças, jovens e casais) um preço muito alto. Não escolhemos viver em santidade apenas por saber que é pecado.
Somos literalmente invadidos com informações, cenas totalmente distorcidas. A mídia, os outdoors não nos pedem licença; será que já não passou da hora de sabermos mais, ensinarmos mais e reprimirmos menos. Nossa sexualidade é presente de Deus, portanto, que tal mudarmos o rumo desta história?
Não precisamos temer em buscar conhecimento. Na verdade, é nosso dever estabelecermos marcos que o conhecimento pode trazer e aí sim, seremos livres e maduros para decidir e escolher viver nossa sexualidade na perspectiva plena do Criador. Dentro de princípios de sabedoria não precisaremos, por ignorância ou qualquer outro motivo, ser seduzidos pelo apelo de uma sexualidade promíscua, sem limites, completamente distorcida e destituída daquilo que foi projetado para o ser. Somente dentro deste limites experimentaremos a plenitude da alegria e do prazer em nossa sexualidade.
O que o EMDR pode tratar:
Depressão, Medos e Fobias, Síndrome do Pânico, Transtornos do Sono, Distúrbios Alimentares, Transtornos de Ansiedade, Transtornos decorrentes de abusos, seqüestro, acidentes (Transtorno do Estresse Pós Traumático – TEPT), Luto, Baixa auto-estima, Distúrbios da Sexualidade, Dependência Química , Obesidade, Instalação de Recursos Positivos, Desempenho Ótimo e Potencial Criativo, ajuda a promover a melhoria do desempenho profissional, Crianças que passaram por experiências traumáticas (vítimas de bullying, separação dos pais, perdas significativas, etc.).
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